Fotografia de Miguel Yuste no El País
quinta-feira, 9 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
A Infocracia é uma inevitabilidade
Helena Leite explica o conceito "Kiva é uma organização que junta pessoas de todo o mundo que têm capacidade de emprestar dinheiro e depois, através de de instituições de micro-crédito que trabalham no terreno e conhecem as realidades das pessoas que precisam de ajuda, canaliza esse dinheiro para projectos concretos."
Os investimentos sao apartir de 25$ e a remuneraçao é, obviamente, garantida.
É por assim dizer o ministério da Economia e da Solidariedade Social.
O Ministério tem uma comitiva portuguesa, com 338 membros, que já conta com um orçamento global de 27.925$ num total de 1063 projectos de investimento.
Razão ou instinto?
Para enquadrar os nossos milhares de leitores, deixo uma breve nota explicativa de onde começou esta discussão.
Tudo começou numa noite turva de maduro tinto, em que começamos a discutir acerca do que nos distingue (Homem) dos restantes animais.
Na minha opinião, a diferença prende-se claramente com inteligência do Homem. Por outro lado, o animal age por instinto ainda que esse instinto tenha vindo a ser desenvolvido ao longo de milénios.
Perante esta minha ideia, o meu caro amigo começou a confrontar-me com exemplos que se encontram na natureza de animais que possuem ou demonstram ter caracteristicas normalmente atribuidas aos humanos.
Mostrou-me concretamente o caso do chipanzé "anticristo" que recolhia pedras durante o dia para as atirar aos visitantes, e agora o caso da aranha escultora.
Segundo este caro amigo (e corrige-me se estiver errado), a diferença de capacidade de raciocício entre um animal irracional (peço desculpa pela incoerência, mas tem mesmo que ser assim...façam um esforço) e o homem é uma questão de escala.
A diferença entre um copo de água e um oceano também é uma questão de escala.
A potência da bomba atómica é geralmente referida relativamente à potencia do TNT. O último teste nuclear feito na Russia foi com uma bomba de 50000000 toneladas de TNT. Também isto é escala!
Gostaria que me fosse mostrada uma notícia onde se relatasse a descoberta de um biblioteca dentro da uma gruta de ursos, ou do primeiro telescópio construido por babuinos...até me contentaria com a descoberta de algum código semehante à escrita utilizado pelos animais ditos irracionais.
O que é certo é que o homem contruiu lanças para se defender dos leões e neste milénios todos nunca se falou de um leão que usou um escudo para se defender!
Quanto à questão de que os animais pensam por instinto... bem, penso que há aqui uma incoerência semântica. O pensamento e o instinto são opostos.
Inteligência e instinto
Um óptimo contributo para a teoria da inteligência como instinto, portanto não exclusiva do homem.
Fica-me muito menos turva (depois do chimpanzé apanhado a premeditar) a visão de que a inteligência humana é uma evolução dos instintos (não se pensa para pensar). É apenas uma questão de escala.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Momento Apostólico
Ao papado do exoterismo, da fé como oposição ao conhecimento, através da devoção aos diversos fenómenos paranormais intelectualmente estéreis, ainda que ricos do ponto de vista das emoções, como o português "fátima" (a mensagem espremida é zero), e a muitos outros do mesmo género, ou das encíclicas dogmáticas, com a fé como motor da compaixão e outras expressões vazias de conteúdo, sobrepõe-se agora um papado que propõe a fé como via para o conhecimento - ainda que muito balizado nos grandes dogmas, não estivessemos a falar da santa madre igreja. Não foi por acaso que Bento XVI foi a África reiterar a ideia da proibição do preservativo: a igreja católica oferece uma filosofia de vida às pessoas, e é essa filosofia e não outra que tem garantido a vitalidade da instituição. Ele sabe que foi "eleito" para espalhar essa filosofia e não outra, e sabe que no dia em que o vaticano se propuser a oferecer outra filosofia, perde o sentido em menos de uma geração. A sida veio e vai, a igreja há-de perdurar. Quem quiser partilhar a filosofia que a santa sé oferece, terá de viver com o peso da responsabilidade que objectivamente tem, ao viabilizar a sua existência.
Longa introdução para louvar o esforço intelectual da encíclica "Caritas in veritate" anunciada hoje pelo vaticano. Não li as 127 páginas, mas li os preâmbulos e ressalta a ideia de um papa de esquerda, que compreende a globalização de forma muito madura e reclama para o mundo um modelo internacional de governo da globalização que atenda de modo coerente aos princípios da subsidiaridade e da solidariedade com o objectivo "de buscar o bem comum e comprometer-se com o fomento de um desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade e da verdade", reflectindo em seguida sobre a crise (que consta ter adiado a divulgação da encíclica), onde se constata o deficit de ética das estruturas económicas em colapso, traçando o caminho da rectidão humana, e do sentido do bem comum como única via para o desenvolvimento.
Poucas serão as instituições que dão um contributo tão profundo ao G-8 como está a dar a igreja de Ratzinger.
João Paulo II e a sua caricatura Diácono dos Remédios, possam perdoar-me o atrevimento, valha-me deus, estarão a dar voltas aonde repousam.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O Argumento
domingo, 5 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Maquina do Tempo
Keep Talking
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Mesquinhez supérflua
Claro, basta cheirar a recuperação económica (há que lembrar que no parecer de todos nós esta crise não é apenas económica, e que a aparente recuperação em curso é apenas económica) e começam os disparates do capitalismo. Alguém teve a brilhante ideia de escrever num jornal que "É possível anular o impacto que a subida dos combustíveis tem na sua vida. Basta comprar barris de petróleo".Esta é a irrefutável prova de que a Crise não acabou e que poderá abarcar ainda outras crises económicas, até que, através da fome ou da guerra ou de uma calamidade natural provocada pelo reequilíbrio que a natureza buscará reduzindo o número de humanos, se aniquile o zeitgeist que nos destrói tanto como nos entretém. Ao que parece somos fracos. Fracos e compráveis. As bolsas começam a subir e já todos esquecemos o que aprendemos sobre nós mesmos e a nossa vivência em sociedade global ao longo dos últimos meses.
domingo, 28 de junho de 2009
Verdade
Eu também acho.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Ensinamentos sobre construção
José Saramago in Viagem de Elefante
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Palavra de Saramago
Assim mesmo define o que o apoquenta.
Documentos de Arquitectura
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Ponevos en guardia: Yo he decidido hablar en español!
Documentos de Arquitectura
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Excitações
Alvaro Siza
Fim de excitação.
O Boião de Cultura Ibérica
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Irão conseguir?

Luta-se no Irão. Estou lamentavelmente convicto que amanhã quando abrir um qualquer jornal on-line o número de mortes já se multiplicou. Nos últimos minutos morreram 8 pessoas. No REVOLUTIONARY ROAD estão a tentar a infocracia. A última vitória da real politik ou a primeira da infocracia?
A INFOCRACIA

Não consigo resumir num post a significância que atribuo à palavra infocracia. Nem num post nem em vários, uma vez que ainda ando à procura da sua definição completa. Há-de ser, no entanto, uma forma de organização social feita da resposta do ser humano, quando em sociedade, à tremenda alteração do seu habitat (virtual e real) produzida pela revolução da informação. Como qualquer animal, o homem reage ao meio para se adaptar. Isto para quem, como eu, acha que não há qualquer particularidade na essência humana relativamente aos demais animais. Há apenas particularidades instrumentais que nos fazem actualmente dominadores.
Para atalhar, os tempos vão fazendo mais claro o conceito. Uma das máximas expressões da infocracia é o www.avaaz.org
Sem preconceitos, olhem bem para o cerne da sua actividade. Pensem que podia ser um partido político, ou não se isso vos entorpecer o raciocínio. Pensem na obsolescência da real politik quando observado desse ponto, que não está à esquerda nem à direita, está por cima. Bem por cima.
sábado, 13 de junho de 2009
Previsão Falhada
Pimba!
José Saramago in DN
Previsão
Não há identificação do autor

quinta-feira, 11 de junho de 2009
Expressão Popular Ibérica
Essa expressão é: "é un cristiano ronaldo".
Como estereotipo não podia ter escolhido melhor sitio.
Le Monde Diplomatique
"Las causas profundas de la crisis económica actual son: en primer lugar, la enorme polarización de las rentas que se ha ido produciendo en Estados Unidos a partir de los años 1980 y que ha alcanzado su máxima expresión en estos primeros años del siglo XXI. En segundo lugar, también en Estados Unidos: la desregulación de la banca mediante la anulación, a mediados de los años 1980, de la ley Glass-Steagall Act que se había establecido precisamente después de la gran crisis de 1929 y durante la Gran Depresión para disminuir el excesivo poder de la Banca y proteger los ahorros de la población. Es menester analizar estas causas para prever consecuencias y soluciones."
Na ediçao portuguesa curiosidade sobre o artigo «Fim da globalização, começo da Europa?» de Frédéric Lordon. Se por acaso quem por aí passar com um Le Monde Diplomatique debaixo do braço (ou do scanner) e o quiser distribuir, este emigrante agradece.
Desde o assassinato do Courrier Internacional, passando-o a revista, o LMD passou a ser o melhor jornal português. Podia era ser semanal.
quarta-feira, 10 de junho de 2009

No dia de Portugal e mais não sei o quê o senhor presidente Cavaco decide falar sobre um dos assuntos mais importantes da actualidade: a gestão dos recursos das forças armadas(!). Pelo meio ainda dá um puxão de orelhas aos portugueses, porque não foram votar, que era o que a minha mãe fazia quando eu não ia à missa. Sr. presidente veja bem no que isso deu!
Salva-nos o discurso de António Barreto, que apela à responsabilidade - também do irresponsável presidente neste discurso. Só não concordo com o "dar o exemplo". Essa não pode ser a motivação.
Imagem do kaos
terça-feira, 9 de junho de 2009
Benfiquismo
Eu a pensar que eram dez ou vinte milhões.
HOME
Isto não é uma sugestão. Também não é um convite ao entretenimento. Mas tampouco daqui resultarão reflexões profundas. É um repto que se lança, para que doravante TODOS possamos discutir partindo do mesmo nível. É uma certificação de que estaremos a falar da mesma coisa. É a base da gramática do próximo passo. Vejam e passem a palavra. A todos. É urgente. Ou já foi.Refiro-me, como já aqui me referi ao "HOME" de Yann Arthus-Bertrand. Vou quebrar a lei. Isto é mais importante.
Estão proibidas desculpas para não se ter visto. E não se ter passado a palavra. Nenhuma outra circunstancia da existência humana permitiria esta facilidade. Isso deverá RESPONSABILIZAR-NOS e não ALIENAR-NOS!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Derrota eleitoral
A queda do centro é quase exclusiva de Portugal nestas europeias. Parece-me o dado mais relevante destas eleições: pois não querem ver que o povo quer pôr os deputados e o presidente a trabalhar, como terá de acontecer se o centro somar outra derrota em Setembro?
Adenda.
Um estudo feito no blogue "margens de erro" imagina que estas eleições eram as de Setembro e distribui os deputados de acordo com os círculos eleitorais. Ao contrário da argumentação que o centro se prepara para usar até Setembro, eu acho que teríamos uma democracia muito mais saudável assim: (obviamente não me refiro à posição de cada partido)
PSD: 95 deputados
PS: 72 deputados
CDU: 24 deputados
BE: 23 deputados
CDS: 15 deputados
MEP: 1 deputado
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Generic Atlantic


A pedido de várias famílias (a minha incluída) 3 séries de fotografias (não tenho fotografado muito). A primeira, são as vistas aqui do estúdio. Um 8º piso em frente ao Atlântico, na baixa da cidade. A segunda é uma "coisa" do Santiago Calatrava muito fotogénica por sinal. A terceira é o TEA, um centro de artes e cultura com uma biblioteca que está aberta 24 horas por dia (que tal o conceito? espaço público é público 24 sobre 24). Um grande projecto da dupla suíça Jacques Herzog y Pierre de Meuron.
O Mundo É a Nossa Casa
A propósito, a NASA divulgou algumas imagens reveladoras das consequências desta nossa filosofia do capital. A não perder (de vista a nossa irresponsabilidade).
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Serenissima
Catolicismo segundo Saramago
(artigo completo)
José Saramago in DN
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O presidente Cavaco a dar o exemplo
Viram como é possível falar de presidente Cavaco e de Natal na mesma frase sem falar em bolo rei?
Onde é que estavas no 25 de Abril?
"Tudo isto é muito mau: a mediocridade dos dirigentes; a incultura e a ignorância dos quadros intermédios; o culto da competitividade como modo e forma de triunfo; o apagamento da cidadania; a liturgia do dinheiro como expressão única de ascensão. A natureza profunda do envilecimento do regime encontra-se na péssima qualidade dos seus dirigentes. Esta democracia é uma miséria. Mas é minha. Também eu a construí. Lá estarei a votar."
Baptista-Bastos in DN
terça-feira, 2 de junho de 2009
Antropologia da Sobremodernidade
Hampaté Ba
Bolsa de Valores de Votos
Para quem não conhece, isto é uma publicação poliglota europeia, que traduz artigos de referência publicados nos diversos estados.Aqui, entenderão como se consegue ganhar eleições em alguns sítios na Europa...
Por eleições, recordo-me de um conselho dado por não-sei-quem que recomendava que se soubesse o nome e o discurso, do oitavo ou do nono da lista para as eleições europeias. Recomendava aquilo que não é demais pedir a uma sociedade da informação: que se informe e que se deixe de sentimentos infantis de fanatismo partidário. Acrescento eu que, ao contrário do que se costuma apregoar, não se deverá votar caso não se esteja devidamente informado, quer por falta de meios, quer por falta de vontade. Nunca! Na minha perspectiva, esta tem que ser a leitura da abstenção. Infelizmente, ainda existe no bolo da não abstenção muitos votos que deviam ser abstenções. Bastaria perguntar a quem vai passando por aqui se sabe quem são, ou quais são as linhas gerais do pensamento político dos candidatos que estão nos lugares que podem ou não ser eleitos pelo partido no qual pensa votar.
Tudo isto para perguntar se alguém sabe quem é aquela mulher linda que é número dois do BE.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
A primeira praça deste blogue
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Benicio del Toro
In IOL Portugal Diário
Compreende-se. Depois de "Fear and Loathing in Las Vegas", uma cena com folhas de coca podia pôr o mundo a pensar que o Benicio é um grande drogado.
O Desencanto Segundo Saramago
José Saramago in DN de 29 de Maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ibéria Cristã
"El cardenal pide perdón por los abusos a menores en escuelas católicas irlandesas pero las compara con 'los millones de vidas destruidas' por el aborto" com o título "Cañizares considera el abuso sexual nenos grave que el aborto" e que "El arzobispado de Madrid dice que 'al desligar sexo y matrimonio' 'deja de tener sentido' verlo [a violação] como delito" com o títuo "¿Y despenalizamos la violación?."
As igrejas oferecem um modo e uma filosofia de vida. Começa a ser urgente que as pessoas que partilham essa filosofia se sintam responsáveis por ela, ou pelo menos pela sua perpetuação.
De génio
Alberto João Jardim questionado sobre a sondagem que aponta para um empate técnico entre PSD e PS para as eleições europeias, começou por dizer que não comenta sondagens e que «de empates estou eu farto no Marítimo".
Fonte "http://www.margensdeerro.blogspot.com/"
terça-feira, 26 de maio de 2009
Protesto!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Viva a preguiça!
In "O Público on-line"
Disparate pegado. O senhor Presidente, em vez de estar a fazer de paizinho da nação infantil e irresponsável, deveria ter feito de paizinho da assembleia da república infantil e irresponsável (a assembleia e a república) e já devia ter obrigado o governo e os deputados a elaborarem um sistema de voto electrónico (não somos nós os pioneiros das tecnologias?! plano tecnológico e magalhães...). Mas que raio de concepção de democracia é esta, em que os deputados faltam às votações para irem de férias e as pessoas faltam às férias para irem a votos, quando as pessoas podem votar em férias, e os deputados parece que estão de férias quando votam?
Começou assim a encenação que sempre se leva a cabo nestas alturas, para que se encontrem os culpados pela abstenção. Esta tarefa cabe por inerência do cargo ao Presidente da República, que continua a preferir meter a cabeça na areia fazendo de conta que acredita que a abstenção se vai dever à praia e ao sol. A praia e o Sol já o eram muito antes da democracia e da república! E a abstenção é uma mensagem tão clara, como o é o voto no partido X ou o voto em nenhum dos partidos. Devia ser.
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Pelo menos "PS: O Poder da Alteração"...

Há tempos andei a fazer um inquérito, sem qualquer tipo de valia científica, em que perguntava às pessoas que me rodeavam qual era o slogan de cartaz político que primeiro lhes vinha à cabeça. A maioria respondia "a força da mudança". A pergunta devia-se a um cartaz de um candidato à Câmara de Famalicão, que me pareceu revelador do deserto de ideias que ocupa as campanhas autárquicas em Portugal: nem para o slogan há ideias.
Hoje abro O Público on-line e eis que Sócrates resolve anunciar o que pensa: "PS: A Força da Mudança"
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Manual de boas práticas públicas
In "Vitruvio, Tratado de Arquitectura" Livro X, 1
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Já no Sec. I Antes de Crist[ian]o
Que utilidade tem para os homens o facto de Milao de Crotona ter sido invencível nos jogos ou que outros tenham do mesmo modo sido vencedores, a nao ser o de serem famosos entre os seus concidadãos enquanto viveram? Todavia, os ensinamentos de Pitágoras, Demócrito, Platão, Aristóteles e outros sábios produzem frutos sempre frescos e florescentes, com estudo quotidiano e contínua procura, não só pelos seus concidadãos como também por toda a Humanidade. Graças a eles, todos os que desde tenros anos se saciam com esta abundância de doutrinas revelam a maior sensibilidade pelo conhecimento, legislam para os cidadãos regras da Humanidade, direitos iguais e leis sem as quais nenhum Estado pode manter-se incólume.
in "Vitruvio, Tratado de Arquitectura" Livro IX, 1 e 2
terça-feira, 19 de maio de 2009
Adenda ao último post
A substância da pergunta, no entanto, mantém-se: como cabem as duas notícias na mesma república?
segunda-feira, 18 de maio de 2009
¿país, qual país?
1.Luís Amado defende Lopes da Mota no Eurojust (notícia inteira)
2.Professora de Espinho suspensa por alegada conversa sobre orgias na sala de aula (notícia inteira)
Foram ambos alvo de processos disciplinares e aguardam que se decida das suas culpas. Na escola não pode estar um professor que possivelmente tenha falado de poligamia, no seu termo mais popular, mas no Eurojust pode estar quem tenha possivelmente condicionado a justiça no exercício do cargo que desempenha. Ambos podem reincidir, mas antes um país injusto do que poligâmico!
ÁGUAS QUE CURAM O ALCOOLISMO
Ó homem do campo, quando a sede te entorpece
ao meio-dia junto dos teus rebanhos,
ao chegares às fronteiras de Clitor
retira a cobertura da minha fonte
e entre as ninfas aquáticas faz suster todo o teu rebanho!
Não deites, todavia, água sobre tua pele,
para que a aura de uma agradável embriaguez
não te atinja quando ela te submergir;
deixa, pois, esta fonte inimiga da vinha,
onde Melampo, depois de ter salvo as Prétides da sua loucura,
submergiu totalmente o secreto instrumento do sacrifício,
ao mesmo tempo qe, a partir de Argos,
elas se dirigiam para os montes da rochosa Arcádia.
in "Vitrúvio, Tratado de Arquitectura" livro VIII, 21
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Um choque cultural por 1,20€
Já que não havia sono para la siesta, fui explanar para uma rambla perto de casa - tipo Av. 25 de Abril em Famalicão, mas com a placa central a servir para alguma coisa, como é obvio (!) – munido de um El País comprado num dos quiosques que a pontuam. Ao cabo da página 2 já me estava a recordar do que disse ao Ruca em terras limianas, depois de um sarrabulho, durante uma discussão sobre a diferença que na altura pensava existir entre a integração na globalidade de Portugal e Espanha: “É mais verdadeiro quem vive em verdade com o seu tempo, e num tempo Global a relação dos media de nuestros hermanos com as suas ex-colónias ou com as esquinas da globalização quando comparada com os nossos, é uma forma eficaz de medir a verdade em que o povo vive.”
Lembro-me na altura de ter dado o exemplo do tratamento dos debates presidenciais americanos (em Espanha passaram em directo, com mesas redondas antes e depois, apesar de ser uma da manha, enquanto a nossa televisão dava uma novela brasileira ou dinheiro a quem acertasse numas palavras cruzadas absurdas) e da frequência que os assuntos da comunidade que fala o castelhano são abordados nos telediarios.
Voltando à página 2 do El País, escreve-se em título: “Chávez lanza su revolución cultural” desenvolvendo-se o tema do novo Plan Revolucionario de Lectura que pretende dar seguimento ao Programa de Alfabetización que reduziu o analfabetismo de maiores de 15 anos de 9% para 6% e que irá pôr a população a ler material ideológico-político, de Bolívar a Simon Rodriguez, de Orlando Araújo a Ludovico Silva e claro de Chavez a Che. Na notícia, louva-se quando é louvável e reprova-se quando é reprovável, como deveria acontecer em qualquer país ocidental.
Na página 3 fala-se da Guatemala, onde o Presidente Colom ao que parece mandou matar el abogado Rosenberg que iria denunciar corrupção na administração Colom, que se recusa a demitir apesar da pressão de que está a ser alvo, principalmente depois desta página 3 ter sido escrita.
Papa no Médio Oriente, Barack Obama em Guantânamo e a nomeação de um hispânico para secretario para a America Latina, Berlusconi e a imigração, Gordon e a pouca vergonha parlamentar, Índia e as eleições e por aí adiante.
À página décima segunda chegamos a Espanha e à bela Sonsoles Zapatero.
Chego à página 32 e dou com um caderno central composto por artigos do New York Times, traduzido, por supuesto. A última parte do jornal trata de assuntos maioritariamente europeus e de cultura nacional e internacional.
Mas será que alguém em Portugal faz puto de ideia sobre o que pensa, de bem e de mal, o Movimento dos Sem Terra no Brasil, sobre a corrupção e os que morrem por ela em Angola, ou o que pensam os intelectuais em Times Square, quando se compra O Público? De Times Square, ou de lá perto, sabe-se do orgulho lusitano de um cão que habita a casa branca; de Angola sabe-se que o Eduardo dos Santos é espectacular e que faz tudo bem (pelo menos enquanto a filha der de comer ao banqueiros e construtores lusos), e do MST sabe-se que partem umas coisas de vez em quando, ou que escreve uns artigos e uns livros.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Mudam-se os tempos...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
The Ruins of the Future
This swiftness of the transformation hits built culture hard. The economic collapse has revealed the world as a place undescribed by the maps and charts we had drawn. Designed for one scenario, buildings find themselves completed in a different landscape, appearing on the skyline like giant mausolea for a failed ideology, or abandoned half-built like freshly minted ruins.
The markets had evolved into hyper sophisticated, super-calibrated, cleverly geared systems whose logics supported an ever-finer kind of abstraction. They became a machine for manufacturing value and growth in vaporous form, decoupled from substance. Their failure is the failure of a particular kind of technological, algorithmically programmed fantasy of abstraction.
History suggests that the construction of the most ambitious architectural projects immediately precedes the deepest economic slumps. And that's exactly what we've seen in progression from the Guggenheim Bilbao to the cities from zero in the Gulf. This headline grabbing architecture has been driven by the logic of the boom. That's to say, the ideology of the global market has been the context for architecture. These projects attempted to turn the flush of cash and credit delivered by fluctuations of abstract systems into something real: a thing or a place. They sprung up in the ruins of industry or were fueled by the fleeting bounty of mineral extraction. And they were designed around the most distracted and least reliable kind of programme: tourism. Each project competing as a destination to max out vacationers credit lines. It's created an architecture of spectacular, hollow unreality: based on unreal money, housing unreal programmes.
This unreality has infused architectural production, often finding resolution in hysterical, liquid, fluid form at audacious scale - the kind of thing recently dubbed 'Parametricism'. (Note: Just as the height of building might be a warning sign of impending turmoil, the articulation of a stylistic manifesto is a sure sign of hubristic overconfidence). Displays of beyond-human formal complexity drop out of the computational design systems employed in the search for exoticism and difference - a difference that was demanded by the market pluralism of ultra capitalism. Appropriately, these projects seem to use the very same kind of tools that has maximized, magnified, and deepened our current financial crisis. If the Modern movement had the abstraction of industry as its reference, millennial architecture had the systemized abstraction of late capitalism.
This union of ideology and form has decoupled in dramatic fashion. The swift disjunction leaves a generation of architecture rendered instantly out of time - as un-possible as Gothic architecture in the Renaissance. These glistening new-ruins are adrift in the landscape of global recession, abandoned like ghost ships, doomed to unknown fates.
Architecture stands as a record of sensations long vanished. Through it we can vicariously experience sensations of vanished cultures. At Versailles we can feel the vanity, excess, and self-glorification of pre-revolutionary France; At Chartres, the soaring, overbearing might and mysticism of medieval religion; At Stonehenge we feel the presence of something than we will never know.
Tomorrows visitors to todays (or yesterdays) iconic buildings will feel the swoosh of volumes, the cranked out impossibility of structure, the lightheadedness of refection and translucencies. They will marvel at buildings that hardly touch the ground, which swoop into the air as though drawn up by the jet stream. They will feel stretched by elongated angles that seem sucked into vanishing points that confound perspective, and will be seduced by curves of such overblown sensuality. And in this litany of affects they will find the most permanent record of the heady liquid state of mind of millennial abstract-boom economics. We might rechristen these freakish sites as museums of late capitalist experience, monuments to a never to be repeated faith in the global market.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
Não deixem, por favor, de ir urgentemente a uma sala de cinema perto de vós, para apreciarem um enorme filme, um daqueles filmes que são cinema. Este vosso amigo garante-vos que não é todos os dias (nem todos os anos) que se pode ir ao cinema ver um filme como o Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira). A fotografia é irrepreensível, a técnica leva os sentidos ao rubro da cegueira, e a história é uma lição, como sempre foi desde a versão em livro. De facto, só um cego pode considerar estúpida a metaforização do ensaio sobre a cegueira. Mas um cego que vê branco, nunca um que vê preto. Ide, por favor.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Shame on you!
Sob o pretexto de que ninguém marca a agenda do PS, senão o próprio – qual Valentim! – hoje, no parlamento chumbou-se a alteração à lei do casamento, que permitiria o casamento entre homossexuais. A agenda… O PS subverte assim aquilo que o pariu, a ele e a todos os outros partidos. A agenda de um partido passa a ser mais importante do que a agenda de pessoas, que, só por não terem as preferências, no caso sexuais e afectivas, da maioria, se vêm privados de serem felizes, por uma questão de AGENDA do PS. AGENDA… Mas será que aquelas pessoas não conseguem entender a razão porque estão lá? A verdadeira, não essa! Eles estão lá porque era necessário criar um fórum representativo do povo que legislasse no interesse de todos. Entretanto convenceram essa gente que estavam lá porque tinham um cartão com uma cor, e sem cor, não havia cartão, e sem cartão não havia lugar, e sem lugar, muitos deles não tinham capacidades para estar em mais lado nenhum àquele nível… E eles como não têm cabecinha para pensar, porque é para isso que lá foram postos, meteram o cartão na ranhura e toca a votar contra, qual rebanho da igreja… Tudo por uma questão de agenda. Então não é que, enquanto estudante na Universidade de Coimbra me ensinaram a respeitar o Martins, porque tinha dado o corpo contra o regime, ao insurgir-se contra o Marcello Caetano e o seu entretanto-desculpado-amigo e ministro Hermano Saraiva na inauguração das Matemáticas? E não é que esse Martins, agora líder da bancada parlamentar se esqueceu do porquê da sua luta, inviabilizando através da disciplina parlamentar o casamento homossexual? Assim sendo, parece-me estúpida a indignação contra a sua prisão na rebelião de Coimbra! Ele estava sujeito a disciplina de opinião, porra! Porque raio é que se foi insurgir? Ah! Já sei… Porque lutava pelos ideais, mas agora já é velho para isso. -Isso é para os jovens… não pensam! Lutar pelos ideais… isso não se compara a uma agenda política. Agenda! Política! Isso é de homem, agora ideais? Vai majé tgabalhag seu pgeguiçoso!
Quero dizer aqui, que poucos me ouvem, que hoje sou homossexual, e hoje este blogue é um blogue gay e lésbico, maricas e paneleiro.
domingo, 5 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Longe da escala global
Na passada madrugada houve um debate entre os candidatos a vice-presidentes dos EUA. Em Portugal todas as famílias pagam uma taxa de televisão, que está incluída na conta da água ou da luz, e depois há portugueses que pagam um outro serviço televisivo por cabo ou por satélite, que lhes dá acesso a uma panóplia de canais, aonde ontem podiam ter visto o debate americano.
Ontem e, repito, nos dias dos debates entre os candidatos, os portugueses que só pagam a taxa de televisão não puderam ver nada disto porque nem a televisão pública achou que era um serviço público, nem a privada um bom negócio. Nem vou perder tempo a descrever o que estava a dar na televisão portuguesa àquela hora.
Mas há, nestas matérias, um terceiro tipo de portugueses, que vivendo perto da fronteira, pagam a taxa de televisão portuguesa, mas têm acesso à televisão espanhola. E, é claro que, num país que convive de forma muito activa com a globalização (basta ir a Barcelona), faz parte do serviço público de televisão, transmitir em directo estes debates (pena que seja dobrado em castelhano, mas também isso é um serviço público). Em Espanha, ontem, e na noite dos outros debates não foi mais importante um filme do main stream de Hollywood, ou programas que desafiam a inteligência do país, no desígnio nacional de se desvendarem artigos de casa de banho com cinco letras em troca de quinhentos euros! E, acreditem, eles também têm uma televisão fraquinha como a nossa. A questão é outra: o significado de globalização em Espanha é muito diferente do nosso. Têm dúvidas?
Basta ver como eles, ainda ao nível da televisão, se relacionam com as ex-colónias da América do Sul e como nós não fazemos ideia do que se passa numa das mais importantes esquinas da globalização como é o Brasil, ou num país em prometedor desenvolvimento como Angola (se bem que eu para esta, tenho uma explicação: não interessa que se saiba). Parece que a nossa globalização se esgota no pretensiosismo nacionalista e bacoco das Caravelas, do Magalhães e do Vasco da Gama.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O verdadeiro prémio Capitão Moura
stillness of heart - lenny kravitz
sweet child o' mine - sheril crow
carla - ls jack
o segundo sol - cássia eller
avril lavigne - knockin' on heavens door
jquest - só hoje
diana krall - i've got you under my skin
ivete sangalo - somente eu e você
mariah carey - bringin' on the heartbreak
milton nascimento - quem sabe isso quer dizer amor
norah jones - don't know why
kid abelha - nada sei "mp3"
busta rhymes and mariah carey - i know what you want
capital inicial - como devia estar
eminem - sing for the moment
cpm22 - dias atrás
Um outro ponto de vista
A lista dos 10 discos mais vendidos em Portugal:
1. «Death Magnetic» - Metallica2. «Mamma Mia» - Vários
3. «Terra» - Mariza
4. «The Story» - Brandi Carlile
5. «Best Of: 20 Anos de Canções» - Tony Carreira
6. «Viva La Vida...» - Coldplay
7. «ABBA Gold» - ABBA
8. «Just Girls» - Just Girls
9. «Viva O Verão» - M3
10. «Cocktail» - Irmãos Verdades
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Portugal revela o seu bom gosto
"Tuesday 30th September 2008
Chart Positions
Chart positions have come in from around the world for the Live In Gdańsk album: Portugal – 9; UK – 10; Italy – 11; Germany – 12; Switzerland – 14; Holland – 15; Poland – 18; New Zealand – 20; Ireland – 22; Austria – 28; Norway – 34; Belgium – 36."
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
David Gilmour Fender Stratocaster released

Hoje foi lançada esta maravilha...
"David Gilmour fans, rejoice. In September, Fender will release a guitar based on the legendary Pink Floyd member's classic black Stratocaster. Sadly, Fender is offering no guarantee that the instrument's purchase will get you any closer to playing like Gilmour." (é pena....)
Já nas bancas

Acho que vai ser necessário organizar um retiro para apreciar todo o esplendor desta obra... Para o "Rebember that Night" funcionou bem ;)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Understandem?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A PIOR DAS EFEMÉRIDES
Este blogue deve-lhe o nome e em grande parte (em quarta parte) a alma, mas verdadeiramente hoje, mais do que poderá ter feito alguma vez no passado, ou fará alguma vez no futuro, faz o devido sentido. No meu imaginário há um "great gig in the sky", e eu sinto-me chocado por, mais uma vez, não poder participar dele.
Um outro grande amigo junta-se a nós:
"No one can replace Richard Wright. He was my musical partner and my friend.
In the welter of arguments about who or what was Pink Floyd, Rick's enormous input was frequently forgotten.
He was gentle, unassuming and private but his soulful voice and playing were vital, magical components of our most recognised Pink Floyd sound.
I have never played with anyone quite like him. The blend of his and my voices and our musical telepathy reached their first major flowering in 1971 on 'Echoes'. In my view all the greatest PF moments are the ones where he is in full flow. After all, without 'Us and Them' and 'The Great Gig In The Sky', both of which he wrote, what would 'The Dark Side Of The Moon' have been? Without his quiet touch the Album 'Wish You Were Here' would not quite have worked.
In our middle years, for many reasons he lost his way for a while, but in the early Nineties, with 'The Division Bell', his vitality, spark and humour returned to him and then the audience reaction to his appearances on my tour in 2006 was hugely uplifting and it's a mark of his modesty that those standing ovations came as a huge surprise to him, (though not to the rest of us).
Like Rick, I don't find it easy to express my feelings in words, but I loved him and will miss him enormously.
David Gilmour
Monday 15th September 2008
"You hide somewhere, you die somewhere" but "then i will bring you back."
Está prometido.
A triste tarefa está cumprida.










PS: Sim Yang = Sanguião?!